Carta-Denúncia dos Povos – FAMA 2018, Brasília

Nós, os Povos Originários e Comunidades Tradicionais do Brasil, os guardiões das águas e da natureza, reunidos no Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA),  realizado no período de 17 a 22 de março de 2018, em Brasília-DF, berço das águas, para denunciar ao país e ao mundo as violações à natureza e aos direitos dos povos, trazemos aqui nossas perspectivas sobre as águas, sobre os crimes praticados e seus impactos, sobre a luta, e sobre os desafios e as alternativas para a proteção da vida saudável com qualidade para esta e as futuras gerações, bem como para exigir a responsabilização e reparação pelos danos causados. Declaramos que as águas são seres sagrados. Todas as águas são uma só água em permanente movimento e transformação. A água é entidade viva, e merece ser respeitada.
Somos água, e existe uma profunda unidade entre nós e os rios, os lagos, lagoas, nascentes, mananciais, aquíferos, poços, lençóis freáticos, igarapés, estuários, mares e oceanos como entidade única. Continuar lendo

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Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA 2018

O  Fórum Alternativo Mundial da Água –  FAMA 2018 –  acontecerá entre os dias 17 e 22 de março de 2018, em Brasília – DF. Nos dias 17, 18 e 19 as atividades acontecerão na UnB – Universidade de Brasília – e entre os dias 20 e 22 serão realizadas atividades descentralizadas. Confira a programação aqui.

É um evento internacional, democrático e que pretende reunir mundialmente organizações e movimentos sociais que lutam em defesa da água como direito elementar à vida. Veja também o grito dos povos pela não mercantilização da água. Continuar lendo

Dia da mulher engajada

Dia internacional da mulher

Semana da mulher na UnB

 

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Confira a programação completa em facebook.com/DiversidadeUnB

Por que ocidentais amam a Malala, mas ignoram Ahed?

Tradução do artigo original de Shenila Khoja-Moolji (acadêmica de estudos sobre gênero, Islã e juventude) para o Al Jazeera.

“Ahed Tamimi, garota palestina de 16 anos, foi recentemente detida após um ataque noturno à sua residência. As autoridades israelenses a acusam de ‘agredir’ um soldado israelense e um policial. Um dia antes ela havia confrontado soldados israelenses que entraram no quintal de sua casa. O incidente aconteceu logo depois de um soldado balear sua prima de 14 anos na cabeça com uma bala de borracha, e atirar cilindros de gás lacrimogêneo diretamente à casa deles, quebrando as janelas.

Mais tarde, sua mãe e sua prima também foram detidas. As três continuam presas.

Há uma curiosa falta de suporte à Ahed vindo de grupos feministas do Ocidente, ativistas dos direitos humanos e oficiais de estado que em outras ocasiões se apresentam como os apoiadores dos direitos humanos e os campeões do empoderamento feminino. Continuar lendo