UnB – Nota à comunidade pela tolerância e a autonomia universitária

À comunidade universitária,

Nos últimos meses, a Universidade de Brasília vem sendo alvo de uma série de atos de vandalismo e mensagens ameaçadoras. Pichações, mutilação de livros sobre direitos humanos e destruição de cartazes de uma exposição dos estudantes do curso de graduação em Museologia foram alguns dos atos que fizeram parte dessa ofensiva contra a Universidade, gerando manifestações de preocupação por parte de docentes, estudantes e técnicos.

Esses lamentáveis eventos, associados ao anúncio de um ato político na tarde de segunda-feira (29), que afirmava que “a Universidade não é lugar de comunistas”, exigiram que a Administração Superior tomasse providências firmes e imediatas para garantia da integridade da comunidade acadêmica.

Para tanto, foram contatadas a Secretaria de Segurança Pública do DF e a Polícia Federal, que se colocaram a postos caso houvesse necessidade de intervenção. A Administração também solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) que propusesse, junto ao Poder Judiciário, medida cautelar preventiva com vistas a garantir a segurança de todas as pessoas que circulam pela UnB. Felizmente, o ato não demandou qualquer ação por parte das forças de segurança, senão o acompanhamento dos manifestantes, à distância, para evitar confrontos entre grupos com posições divergentes. Não houve suspensão das atividades acadêmicas e administrativas da UnB, que transcorreram sem incidentes.

A Administração Superior da UnB não pode deixar de manifestar repúdio aos atos de vandalismo, intolerância e violência ocorridos. Tais atos não são admissíveis em uma instituição plural por excelência, dedicada a formar cidadãos para o exercício democrático.

A Administração apela à comunidade acadêmica para que preserve o respeito à diversidade e à liberdade (de cátedra, opinião e expressão), bem como a autonomia universitária. Esses são, afinal, princípios fundamentais ao cumprimento da missão institucional da UnB.

Márcia Abrahão
Reitora

Enrique Huelva
Vice-reitor

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Dia da professora!

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar” (Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire).

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Suicidio e universidade

Segue materia publicada em 14/09/2016, no UnB noticias, sob o título de Abraçaço promove na UnB semana de prevenção ao suicídio

“Não se discute suicídio fora das rodas de conversa fechadas da Psicologia, então decidimos trazer o tema para a comunidade, que muitas vezes fica perdida ao chegar ou vivenciar a Universidade”, afirma a estudante de Psicologia e idealizadora do projeto, Amanda Régis.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a quarta maior causa de morte no mundo e, a cada dez casos, nove poderiam ser prevenidos com ajuda voluntária ou profissional. O dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

“Pensei o Abraçaço após um curso no Centro de Valorização da Vida. Estava no segundo semestre e o evento acabou nascendo de uma forma muito intuitiva – começamos com o abraço. Este ano, pudemos organizar mais eventos, com rodas específicas para estudantes negros e LGBT, por exemplo”, conta Amanda.

O primeiro evento do II Abraçaço foi uma caminhada pelo ICC em que voluntários distribuíram abraços. Antes da saída, os estudantes orientaram uns aos outros sobre como abordar o público e deixar as pessoas à vontade para quererem ser abraçadas ou não. “É importante lembrar que nem sempre o suicídio está ligado à não valorização das coisas boas da vida; os problemas psicológicos causam dor real e, ao abordarmos as pessoas, precisamos ser sensíveis a isso”, ensina a idealizadora do projeto.

Isabela Olinto e Vitor Gomes, também alunos de Psicologia, fizeram parte da primeira edição do evento. Segundo eles, foi uma experiência muito recompensadora. “Me lembro especialmente da reação do pessoal da limpeza e da jardinagem, que é muito invisibilizado”, conta Isabela. “Eles acharam que não iríamos abraçá-los, mesmo eles sendo parte da comunidade universitária”, completa a estudante.

“O abraço mais recompensador que dei na outra edição foi um em que a pessoa me respondeu com ‘obrigada, eu estava mesmo precisando’”, diz Vitor. “Espero poder fazer isso por alguém novamente”.

Prazos, responsabilidades, pressões sociais, cobranças. Apesar de possibilitar crescimento pessoal, a rotina acadêmica pode ser estressante. Mas há dúvidas sobre o quanto isso pode afetar a saúde de estudantes e trabalhadores e sobre que tipos de consequências esse estado mental pode acarretar. Por isso, acontece, nesta sexta-feira (1º), o seminário internacional Saúde Mental da Comunidade Acadêmica.

Com ênfase no debate sobre suicídio, o evento busca promover saúde mental e qualidade de vida no espaço universitário. As atividades ocorrem no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde (FS), das 8h30 às 18h. As inscrições são gratuitas e realizadas pela internet. O seminário tem como público-alvo discentes, docentes, técnicos administrativos e demais colaboradores da Universidade de Brasília. Confira a programação.

 

“Queremos identificar esse sofrimento mental, seja informalmente ou por dados obtidos a partir de algumas unidades, chegando a informações sobre angústia e depressão, culminando até em tentativas e atos de suicídio”, relata Maria da Glória Lima, coordenadora do Observatório de Políticas de Atenção à Saúde Mental no Distrito Federal (Obsam), que organiza a ação. O observatório é vinculado ao Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Nesp/Ceam) da UnB.

A coordenadora explica que houve grande esforço para agregar diferentes unidades da Universidade em uma conversa acerca do assunto, na tentativa de mobilizar tantas pessoas quanto possível. “Esse primeiro evento tem o propósito de problematizar, conhecer um pouco essa questão de como anda a saúde mental da comunidade acadêmica em todas as suas esferas”, complementa Maria da Glória. Depois, o plano é avançar em ações estratégicas que possam melhorar a disposição psicológica e a qualidade de vida desse público”.

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13.08
Apresentação do Plano de Ensino.

Unidade 1. A Metodoloiga das Ciêncais Sociais nas Américas

15.08
LANDER, Edgardo.  “Ciências Sociais: Saberes coloniais e eurocêntricos”.  In: LANDER, Edgardo (org.).  A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais.  Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales.  2005. pp. 1-24. Link

20.08
CANO, Ignácio. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Rev. Sociologias, Porto Alegre, v. 14, n° 31, set./dez. 2012, p. 94-119. Link

22.08
LOPES, M. I. V. Pesquisa de Comunicação: questões epistemológicas, teóricas e metodológicas. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, v. 27, p. 13–39, 2012. Link

27.08
SEGRERA, Francisco López.  “Abrir, ‘impensar’ e redimensionar as ciências sociais na América Latina e Caribe – É possível uma ciência social não eurocêntrica em nossa região?”.  In: LANDER, Edgardo (org.).  A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais.  Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005. pp. 104-116.

29.08
Transição da unidade 1 para unidade 2

Unidade 2. Comparar para quê?

03.09
SCHNEIDER, S.; SCHIMITT, C. J. O uso do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, v. 9, p. 49–87, 1998. Link

05.09
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Da comparação: a propósito de Carnavais, malandros e heróis. In: GOMES, Laura Graziela; BARBOSA, Lívia; Drummond, José Augusto (orgs.). O Brasil não é para principiantes: Carnavais, Malandros e Heróis, 20 anos depois. Rio de Janeiro: FGV, 2001. p. 203-223. Link

10.09
GONZALEZ, Rodrigo. O método comparativo e a ciência política. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, v. 2, n. 2, 2008, pp. 1-13. Link

12.09
NEGRI, Camilo. O desenho de pesquisa comparativo em Ciências Sociais: reflexões sobre as escolhas empíricas. Série CEPPAC, v. 35, p. 1-19, 2011. Link

17.09
BRANDÃO, Paulo. Velhas aplicações e novas possibilidades para o emprego do método comparativo nos estudos geográficos. GeoTextos, v. 8, n. 1, 2012. Link

19.09
COLINO, C. Método comparativo. Diccionario crítico de Ciencias Sociales, 2004.Link

24.09 e 26.09
Semana Universitária.

Unidade 3. O conceito de “América”

01.10
FERES JUNIOR, João. A consolidação dos Latin American Studies sob o imperativo da modernização; In: FERES, João. A história do conceito de “Latin America” nos Estados Unidos. Bauru, SP: EDUSC, 2004. Link

03.10
José Martí. MARTÍ, José. Nossa América. Tradução de Maria Angélica de Almeida Triber. São Paulo: HUCITEC, 1983.254p. p:194-201. (Texto original de 1891). Link

FERES JUNIOR, João. Spanish America como o outro da América.Lua Nova,  São Paulo ,  n. 62, p. 69-91,    2004 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452004000200005&lng=en&nrm=iso&gt;. Accessado em 11  Ago.  2018.  Link

08.10
PINTO, Simone e DOMINGUEZ, Carlos. Denominar para dominar. Geopolítica e identidade dos termos América Latina e Caribe. In: IGREJA, Rebecca. Política em movimento: a construção da política na América Latina e Caribe. Curitiba: CRV, pp. 17-32. Link

PENNA, Camila. “MIGNOLO, Walter. La idea de América Latina: la herida colonial y la opción decolonial. Barcelona: Gedisa Editorial, 2007”. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, vol 1/2009. Link

10.10
1º Oficina: Introdução à escrita de trabalhos científicos.

15 e 17.10
Encuentro Binacional de Emprendimiento y Educación Superior.

Unidade 4. Estilos de se fazer comparação nas ciências sociais. Exemplos de pesquisas comparadas nas Américas: temas contemporâneos

22.10
Contornos humanos da pesquisa acadêmica – sessão de diálogo.

24.10
GALLO, Carlos. O Cone Sul entre a memória e o esquecimento: elementos para uma comparação. Revista Debates, 11(3), pp. 57-78, 2017. Link

29.10
SANTOS, Ailton Dias dos. A integração da infraestrutura sul-americana e as dinâmicas do sistema-mundo capitalista: análise comparada das relações entre governos e bancos de desenvolvimento no Brasil, Peru e Bolívia. xiv, 295 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Sociais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2014, pp. 102-182. Link

31.10
MARQUES, Thaline e SANTANDER, Carlos. Vitimização e Medo como parte Integrante da Violência Contra a Mulher no Brasil e no Chile. In: XAVIER, Lídia. Direitos humanos e cidadania no Brasil. Curitiba: CRV. 2017. pp. 283-296. Link

5.11 e 7.11
Encuentro Latinoamericano de Metodologia de las Ciencias Sociales.

12.11
La historia oficial (Argentina, 1985), de Luis Puenzo, ou
El lugar sin límites (México, 1978), de Arturo Ripstein, ou
Aquarius (Brasil, 2016) de Kleber Mendonça Filho.

14.11
2ª oficina: Introdução à escrita de trabalhos científicos.

19.11
SILVA, Ellen da. As parlamentares de Brasil e Costa Rica: uma análise de carreiras políticas. 2017. 121 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Universidade de Brasília, Brasília, 2017, pp. 51-106. Link

21.11
LAMONTAGNE, Annie. A configuração institucional da responsabilidade social empresarial nas relações capital/trabalho: empresas multinacionais de mineração no Brasil e no Canadá. 2015. 248 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Sociais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2015, pp. 76-138. Link

26.11
VIEIRA, Marcia Guedes. Políticas globais e contextos locais: uma análise a partir do estudo comparado sobre a implementação do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil da OIT no Brasil e no Paraguai. 2014. 264 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2014, pp. 70-113. Link

28.11
Envio do trabalho final.

Semana universitária 2018. Programação do Departamento de estudos Latino-americanos (ELA)

Sintam-se tod@s convidad@s.

26 de setembro de 2019, 14h

Simposío Kalunga-Convite

28 de setembro de 2019, 14h

Dialógo OBIND